segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

2010 ANO NOVO BALANÇOS E BALANCETES

Ano novo… está tudo igual, por enquanto (pelo menos por enquanto)!
O ano passado terminou, com um Natal em família, e até aí muitos presentes foram chegando - foi este um ano de presentes agradáveis e outros bastante amargos, outros houve que nem isso foram mas que entram na contabilidade geral. Um ano dois mil e nove que teve amigos, amizades, chatices, encontros, desencontros, laços feitos e outros refeitos, surpresas, encantos, contas, equações, limites, acidentes de percurso, e muita música.
Lembro-me que o ano começou de uma forma drástica, e quando fiz trinta e cinco anos, pude festejar já no crescendo de harmonia. Voltando atrás no tempo, acho que há por aí um texto perdido que fala na minha “teoria do equilíbrio”, com a qual eu defendo existir uma regularidade periódica das “boas vibes”, e no final do ano, se fizermos um somatório de todos os pontos acumulados durante aquele tempo, chegamos à conclusão que o valor não anda longe de zero (ou as contas foram mal feitas… ou há algo de estranho!). Portanto, o crescente teve um pico nos meses de Março e Abril, após esse pico… naturalmente (e como já estaria à espera), voltou a fase em que o declive que a caracteriza foi (muito) negativo. Tenho a mera impressão de que passei tempo útil do fim da minha Primavera e do meu Verão… a perdê-lo! Não só tenho essa impressão, como de facto vejo repercussões dela: se não tivesse perdido tanto tempo em viagens “Lisboa - Carnaxide” e “Carnaxide - Lisboa”, e com efeito tivesse tido muita atenção a mim mesmo, daria importância a coisas realmente reais como, a família os amigos etc.
Por outro lado “aprendi uma grande lição”, como diz o Rui (o Veloso!), e sempre ciente daquilo que o Palma (o Jorge!) canta “a gente vai continuar”, e o sentimento de revolta misturado com alguma raiva das “horas cegas perdidas” é substituído por muita compaixão e alguma condescendência, pois, não querendo ser presunçoso, tenho uma dialéctica de vida mais desenvolvida que os elementos que me tentaram atingir e magoar durante esse tal período de tempo!
Bem em suma posso dizer que, não liguem são desabafos por vezes difíceis de entender, mas com o seu quê de verdadeiro.

Asta la vitoria siempre!

1 comentário:

  1. Já dizia o sábio Serafim Saudade:
    A vida é como os interruptores: umas vezes para cima, outras vezes para baixo.
    Já diz o povo:
    Depois da tempestade, vem a bonança.
    E digo-te eu:
    "dialética de vida mais desenvolvida" - daassee!

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