segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Eutanásia sim ou não?

Caríssimos amigos o tema deste mês é o da Eutanásia.
Cada vês mais pelo mundo inteiro defrontamo-nos, com situações de pessoas em situações de sofrimento sem qualquer dignidade humana.
E não podemos atribuir estes mesmos factos só à compaixão, moral ou ética, mas sim ás leis que se regem certos países.
A minha opinião é favorável à Eutanásia, mas não de uma forma qualquer, sempre mediante opinião médica que me transmita que a pessoa em questão está em grande sofrimento físico. Mas sou contra a Eutanásia por questões de sofrimento psicológico, como é o caso de muitos pessoas que querem pôr término à vida por se encontrarem numa cadeira de rodas, que um qualquer acidente lamentável as colocou naquele estado, mas que podem perfeitamente dentro das suas limitações continuar a sua vida.
Eis alguns exemplos de quem está a favor e contra.
Argumentos a favor:

Para quem argumenta a favor da eutanásia, acredita que esta seja um caminho para evitar a dor e o sofrimento de pessoas em fase terminal ou sem qualidade de vida, um caminho consciente que reflecte uma escolha informada, o término de uma vida em que, quem morre não perde o poder de ser actor e agente digno até ao fim.

São raciocínios que participam na defesa da autonomia absoluta de cada ser individual, na alegação do direito à autodeterminação, direito à escolha pela sua vida e pelo momento da morte. Uma defesa que assume o interesse individual acima do da sociedade que, nas suas leis e códigos, visa proteger a vida. Eutanásia não defende a morte, mas a escolha pela mesma por parte de quem a concebe como melhor opção ou a única.
Argumentos contra:

São muitos os argumentos contra a eutanásia, desde os religiosos, éticos até os políticos e sociais. Do ponto de vista religioso a Eutanásia é tida como uma usurpação do direito à vida humana, devendo ser um exclusivo reservado ao “Criador”, ou seja, só Ele pode tirar a vida de alguém. “A Igreja, apesar de estar consciente dos motivos que levam a um doente a pedir para morrer, defende acima de tudo o carácter sagrado da vida.
Da perspectiva da ética médica, tendo em conta o juramento de Hipócrates, segundo o qual considera a vida como um dom sagrado, sobre a qual o médico não pode ser juiz da vida ou da morte de alguém, a Eutanásia é considerada homicídio. Cabe assim ao médico, cumprindo o juramento Hipocrático, assistir o paciente, fornecendo-lhe todo e qualquer meio necessário à sua subsistência. Para além disto, pode-se verificar a existência de muitos casos em que os indivíduos estão desenganados pela Medicina tradicional e depois procurando outras alternativas conseguem se curar.

Vasco Luz

3 comentários:

  1. Ora o tema da eutanásia é um daqueles que levanta e irá sempre levantar polémica, uma vez que implica o retirar a Vida a alguém ou, dito de forma mais rude, matar um ser humano.
    Não deixa de ser interessante que, a nível religioso, moral e científico haja uma sacralização da vida: é um dos bens mais importantes do ser humano previsto na DUDH (Declaração Universal dos Direitos do Homem), ou seja, a qualificação de ser humano decorre directamente da existência da Vida.
    Querer transportar a Vida para o campo da auto-determinação leva a que seria perfeitamente legítimo, por exemplo, eu pedir a alguém que me matasse (não nos podemos esquecer que auxiliar alguém a praticar o suicídio é, por si só, uma conduta puniada pelo Código Penal), o que me parece ser uma posição que não é aceite a nível global.
    Por outro lado, há uma demasiada preocupação pela "qualidade de vida", um termo que serve para tudo e mais qualquer coisa, mas que ninguém sabe bem o que é: não se pode utilizar termos vagos e subjectivos quando está em causa a Vida.
    Até mesmo o amigo blogger tem dificuldade em aceitar a eutanásia: será possível aceitar que "mediante opinião médica que me transmita que a pessoa em questão está em grande sofrimento físico"? O que é "grande sofrimento físico"? O que é "grande"? Como se pode "medir" o sofrimento?
    Por último, queria expressar a mais profunda admiração ao ver um ateu tratar com tanta reverência alguém que acredita não existir.

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  2. carisimo Sérgio,concordo consigo plenamente no que diz respeito ao não ser possivel medir o sofrimento. mas terá que concordar comigo que, no campo religioso o facto de eu não acreditar no divino.Que eu tenha de disconsiderar uma opinião ou opiniões relativamente ao número de pessoas que acredita em obcuridades,inrealismos e ilusões.
    Vasco Luz

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  3. Querer associar a religião a obcuridades, inrealismos e ilusões poderia ser um tema para o próximo mês.
    Até poderíamos discutir se adjectivar a religião de obscuro, irreal (ou inreal, é à escolha) e ilusório não pode, de alguma forma, decorrer da ignorância.
    Avança (ou avance, também é à escolha).

    SÉRGIO ALMEIDA

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